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     Nossa quanto tempo não?? Estava planejando voltar a escrever no blog, mas foram tantas e tantas coisas acontecendo que nunca sobrava um tempinho para escrever, e tudo ficava só no plano imaginário. Ai decidi criar um espaço nessa agenda louca e não abrir mão de algo que adoro fazer, que é escrever no blog. E claro que tinha que escolher algo que fosse muito, mas muito importante, já que esse post será quase uma reinauguração do blog kkk. Assunto e o que não falta, mas escolhi uma que é muito pessoal e que a pouco tempo aconteceu e me deixou extremamente feliz e orgulhosa ❤️.

Foi a minha participação no Concurso GG Moda que ocorreu no Colóquio de Moda de João Pessoa esse ano!!!!!

Mas deixa eu começar pelo inicio né. Alguns já sabem, outros não. Em paralelo com a minha vida profissional decidi voltar a estudar algo que sempre amei, Moda. O que realmente ocupou uma enorme parte do meu tempo, estou no segundo ano e super feliz dessa decisão que tomei em um momento reflexivo e louco da vida. E uma coisa levou a outra e quando vi fui selecionada no concurso. Vou falar um pouquinho sobre o meu tema e minhas escolhas para essa peça. O tema proposto pela GG Moda foi “O algodão na Moda Brasileira”, o que me levou a pesquisar assuntos que o ligassem a ele. Adoro conversar, e entre uma conversa e outra descobri mais sobre a capoeira com o Luciano, um colega de trabalho, ele jogou por muito tempo. E me fez apaixonar por esse esporte que é BRASILEIRO e é um dos únicos que é ritmado com a musica. Pensa que me apaixonei e em meios as pesquisas descobri  que os primeiros abadas eram de algodão, pronto!!! Meu tema para o concurso estava definido.

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Modelo: Flávia Imirene Sabino

         Para representar meu tema, a Capoeira Angola, eu decidi escolher alguns conceitos chaves, como a roda e a música.

       A roda é recriada com linhas, que são os participantes e estão lado a lado, representando a igualdade entre eles. Além de trabalhar um dos ensinamentos da capoeira com as faixas do vestido, que iniciam e encerram nas costas dando volta na pessoa que a veste. Isso  é  o mundo que dá voltas deixando o capoeirista ora por cima ora por baixo, e o ensina que deve jogar com o mundo como joga na capoeira, com cuidado e atenção, levantando ao cair e sempre pronto para aprender novas lições.  E a música, assim como a roda e recriada pelas linhas, porém o foco é no ritmo das linhas, elas recriam a vibração do berimbau e trás musicalidade, determinando a intensidade do jogo entre os dançarinos, forte e ritmados foi o que tentei trazer no vestido. E claro manter a energia da luta na roda, o que circularia entre todos os jogares, sem qualquer interrupção. E o tecido de algodão cru seria o elemento original, homenageando os primeiros capoeiristas que mesmo em situações adversas resistiam a opressão em que vivam, uma realidade que não só os escravos viviam, mas atualmente muitos de nos também. E buscamos através da ludicidade uma forma de sermos fortes e passarmos por situações complicadas e difíceis.

Eu desejava passar força e resistência, mas também a leveza e alegria da capoeira em meu vestido. Espero que tenham gostado do resultado assim como eu. E o que me deixou orgulhosíssima foi que fui uma das 5 selecionadas no Brasil e ganhei o terceiro lugar no concurso, o que me deixou extremamente feliz. E ainda mais ao saber que ela irá para a Casa de Criadores nesse mês . Isso é mais uma vitória, uma conquista que não posso deixar de dividir com o meu professor Luan Valloto, que foi o orientador do projeto e a minha família MARAVILHOSA que sempre me apoia!!! Love you ❤️

Bjinhusss

Ju Serrato